O número 13 é tido por muitos como sendo fonte de azar e por outros como de sorte, Zagallo que o diga. E se tal número cair numa sexta-feira, alguns nem de casa saem. Exagero a parte, o jogo do Vila contra Anapolina foi no dia 13 de fevereiro, sorte que a data caiu num sábado.
Exatamente aos 13 minutos do dia 13 entra o camisa 13 Altair em lugar de Rogério, o qual saiu contundido. Tal número parece que não estaria anunciando um bom presságio para o Vila. Em seguida, Dida numa cobrança de falta quase abriu o marcador na bonita cidade de Anápolis, mas o travessão não permitiu. Que azar, Dida! Ainda no primeiro tempo outro atleta do Vila saiu machucado, desta vez o atacante Thiago Freitas. O atacante praticamente nem havia tocado na bola, ou melhor, estava completando numericamente o elenco. A saída dele talvez fosse um sinal de sorte, vez que o seu substituto provavelmente ajudaria mais a equipe. Nada disso, esqueci-me da limitação do grupo vilanovense e mais que depressa, ele, o “cracaço” colorado volta a campo. É o Fernando mesmo amigos, o “queridinho” da torcida do Vila. Interessante que tudo conspira a favor deste rapaz, teve várias oportunidades e quando começou no banco de reservas, reassumiu a vaga de titular ainda nos minutos iniciais do jogo, no entanto, não adianta nada, ele simplesmente não consegue jogar. Que azar é esse, Fernando?! Contudo, ele não é o único que não tem conseguido jogar, Jaílson, Ednaldo são testemunhas disso.
Com isso, o jogo seguia no Jonas Duarte sem muitas atrações. O Vila estava respeitando muito os donos da casa, e estes estavam fazendo a vez de anfitriões para não desagradar o convidado. Altair e Bruno Lopes que o digam. Os dois atletas para demonstrar o respeito mútuo entre as equipes se abraçaram e trocaram até carinho. “Que amor!” E o paciente Zé Roberto percebendo as inúmeras falhas de seus atletas, começou entrar no ritmo do carnaval, vez que ficou levantando os dois dedos para cima, lembrando as tradicionais marchinhas desta festa. Foi engano meu, ele estava era reclamando do árbitro.
No segundo tempo o jogo melhorou um pouco. A Xata cansada de tanta gentileza começou a fase final da partida fazendo desfeita ao convidado da Capital, mas quem ficou “xateado” foi Raul; o travessão impediu que ele marcasse um belo gol de cabeça. No entanto, mais “xateado” ainda ficou o treinador colorado ao ter que queimar sua última substituição, logo aos 4 minutos de jogo. O garoto Rondinelly, também se machucou. Rondinelly teve uma atuação discreta, no entanto foi o primeiro jogo que iniciou uma partida como titular na equipe principal. Mesmo não tendo atuado bem, o futebol que o menino apresentou superou o do até então dono da camisa 10 e com uma enorme vantagem, ele é prata da casa. E para azar dos vilanovenses, entra Ednaldo em seu lugar. O sábado 13, estava parecendo mais uma sexta-feira 13 para o Tigre e a bruxa estava solta em campo, dando vassouradas nas frágeis pernas dos atletas colorados, os quais não resistiam e saiam de campo.
Ednaldo ficou pouco tempo na partida, pelo menos ele não saiu contundido; se é que isto serve de consolo. Com um futebol “curtinho” perdia o tempo da bola, assim só restavam às pernas dos atletas da rubra. Sorte deles que a autoridade máxima da partida, não demorou muito para retirá-lo de campo. Azar ou sorte do Vila a expulsão de Ednaldo?! O zagueiro Vítor recuperado de uma dengue, em seu campo de defesa ensaiou uma firula, driblou para lá, para cá e deu um passe para o adversário. Que irresponsabilidade, Vítor! Não fosse o Max, o Vila teria levado o primeiro gol neste momento. Assim seguiu o jogo, a rubra pressionando, os colorados suportando a pressão. Não teve jeito, ninguém foi de ninguém. A Xata acostumada a “xatear” os adversários, desta vez ela foi muito “xateada” por um único atleta do time visitante, Max. Deixa de ser “xato”, Max! O goleiro colorado operou vários milagres, ele foi o único destaque do Tigre.
Sendo assim podemos dizer que os números conspiraram a favor do Vila na tarde de sábado. O número 13 representou mais sorte do que azar para o colorado, pois mesmo o time tendo passado por muitas dificuldades em campo trouxe um pontinho precioso para Goiânia. E o número 7? Este eu ainda não havia mencionado. Explico melhor. O gato possui 7 vidas, o filho homem número 7 se transforma em lobisomem e o tabu de 7 anos sem perder para a Anapolina em campeonatos goianos foi mantido pelo Vila. Mesmo jogando uma partida sofrível, as coisas estão começando a melhorar para as bandas da Vila Nova; ou seria do Setor Universitário?! Tendo em vista que, se diante de Goiás e Atlético o tabu agiu contra o Vila, frente a Anapolina ele finalmente esteve ao lado do Tigre. O time realizou uma péssima partida, entretanto, não perdeu e manteve o tabu, tais fatos são excelentes.
Lívia Aparecida da Silva é graduada em Letras(Português /Francês) Atualmente é professora efetiva da rede estadual de ensino de Goiás(Colégio Estadual Waldemar Mundim) e aluna do mestrado em Letras e Linguística da UFG- estuda o discurso futebolístico.



